13.11 - 21.12.2026
sexta, sábado e segunda | 20h
domingo | 18h*

A CAIXA PRETA VERSÃO DEMO

Ministério da Cultura, Construcap e Instituto Capobianco apresentam a Residência Janaina Leite e Núcleo do Olho com o espetáculo

Plataforma de Pesquisa e Criação

Ao longo de mais de quinze anos, os projetos desenvolvidos sob direção de Janaina Leite deram origem a uma rede de artistas e pesquisadores que compõem hoje o Núcleo do Olho. Esses colaboradores reunidos trabalham em processos continuados de investigação,  em que cada obra, trabalho, publicação, oficina ou residência funciona também como ponto de partida para novas perguntas e novas criações.

A proposta de reunir esses espetáculos busca tornar visível a própria metodologia que estrutura essa trajetória: um modo de criação em espiral, baseado na pesquisa continuada, em que um trabalho engendra um próximo, pois a verticalidade das investigações e a radical implicação entre arte e vida, ética e estética, ao invés de apaziguar temas e encerrar questões, ao contrário, exige a movimentação em direção a novos ciclos.

O hibridismo de linguagens e a heterogeneidade de seus “produtos” — espetáculos de teatro, obras em realidade virtual, livros, oficinas, palestra-performance — apontam, de um lado, para o interesse em mergulhar em campos diversos do conhecimento como filosofia, antropologia, psicanálise, literatura, ciência e tecnologia; de outro, para a polifonia de seus encontros, agregando a essa rede cientistas, antropólogos, pornógrafos, psiquiatras e muitas outras “inteligências” que vêm, ao longo destes anos, fomentando o teatro em seu potencial de se fazer laboratório impuro tanto das discussões mais urgentes como daquelas extemporâneas, fermentadas nas sombras do tempo, longe dos debates já capturados pela positivação dos “temas atuais”.    

Contemporâneo e arcaico, mítico e atual, o teatro é tomado por esses artistas aqui reunidos em seu potencial de se manter em certa zona inominável, por vezes abjeta, aberta ao risco, à experimentação e ao desassossego que as grandes questões sobre a vida e a morte nos despertam, sem cessar.

A seguir, um convite para seguir os fios materiais e imateriais que ligam um trabalho ao outro, uma ideia a outra, um artista ao outro, nessa nossa “plataforma” constituída aqui para mais uma travessia.

Núcleo do Olho

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A CAIXA PRETA

VERSÃO DEMO

Estreia inédita de Janaina Leite e Núcleo do Olho, A Caixa Preta – Versão Demo vem sendo desenvolvida durante a Residência Artística em Teatro no Instituto Capobianco. Com dramaturgia inspirada livremente em A Invenção de Morel, de Adolfo Bioy Casares, romance que antecipa questões sobre a reprodução técnica da imagem e a permanência para além da vida, a obra se constrói como uma fábula teatral que articula personagens, ficção e dispositivos digitais. A pesquisa combina diferentes linguagens e recursos cênicos na criação de um universo em que literatura, teatro e tecnologia se encontram.

Registros de desastres aéreos reais são os disparadores deste projeto que investiga as relações entre corpo, imagem e morte na era digital.

A caixa-preta, dispositivo capaz de preservar vestígios da vida e da morte após um acidente, torna-se a principal metáfora da obra. Enquanto arquivo que conecta diferentes tempos, espaços e camadas de realidade, a imagem da caixa preta se estende ao teatro (mas também à fotografia e à cibernética) como um lugar de ativação de fantasmas por meio da invocação, da repetição, do duplo, do jogo e da imaginação. Soma-se ainda a ideia de um sistema cujo funcionamento interno é desconhecido ou inacessível.

Quatro personagens principais — o piloto de avião, a geógrafa-gamer e Elisa, o anfitrião e seu duplo — pensados ao modo de avatares, guiam os espectadores por uma obra multimídia e sinestésica em que humanos, máquinas e espectros compartilham o mesmo plano, tensionando as fronteiras entre corpo e imagem, presença e virtualidade.

Partindo da ideia de ‘cemitérios digitais’ — sepulturas virtuais e memorial de pessoas já falecidas que permanecem na internet —, o trabalho investiga a tecnologia como uma extensão fantasmática do corpo, e o digital como um fóssil intangível capaz de perpetuar o corpo para além da finitude da carne.

A Caixa Preta Versão Demo

TEMPORADA 13.11 - 21.12.2026 | sexta, sábado e segunda | 20h | domingo | 18h*

Classificação: 16 anos | Duração: 120 minutos

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FICHA TÉCNICA:

Idealização, Concepção, Direção e Dramaturgia Janaina Leite Concepção, Texto e Dramaturgia Lívia Machado Concepção, Direção Técnica e Cenografia Marcus Garcia Elenco Diego Di Mira, Isabella Miranda, Ney Piacentini, Robinson Rogério Direção Assistente e Dramaturgismo André Medeiros Martins Direção de Movimento e Dramaturgismo Lara Duarte Cenografia e Direção de Palco Marina Legaspe, Paula Halker Videocenografia – Criação e Operação Vic Von Poser Videocenografia – Operação Ricardo Kenji Cenotecnia Molde Luz – Criação e Operação Ricardo Morañez Som – Criação e Operação Matheus Leston Figurino Felipe Cruz Tecnologia Digital Interativa – Criação e Operação Victor Cappa Concepção de Produção e Direção de Produção Tetembua Dandara Produção Executiva Tati Mayumi Concepção de Produção, Relações Internacionais e Difusão Ariane Cuminale Colaboradores de Pesquisa Chris Salter, Chris Solarski, Daniel Lima, Edgar Gouveia Jr., Gabriel Massan, Gustavo Caboco, Hanna Limulja, Janaina Wagner, Jamille Pinheiro Dias, Kira Xonorika, Luzia Hüttenmoser, Mayalu Txucarramãe, Yves Regenass, Marcela Vieira e Lívia Benedetti/Aarea — plataforma curatorial Parcerias institucionais Academy for Theatre and Digitality — Dortmund, Immersive Arts Space — Zurich University of the Arts, Pro Helvetia.

PROGRAMAÇÃO PARALELA

ESCREVI NA COVA
DE ALGUÉM: UMA COLEÇÃO DE OBITUÁRIOS

EXPOSIÇÃO | De Lena Giuliano

A exposição reúne obituários escritos através da performance "Escrevendo na cova de alguém", em que a escritora-performer Lena Giuliano faz perguntas sobre a vida e a morte do público de uma pessoa só, e a partir disso escreve o seu obituário, enquanto a pessoa está deitada em um caixão. Expor os textos em conjunto permite acessar uma cartografia sobre o imaginário que as pessoas têm da própria morte. O texto vira imagem, a cena vira produtora de conhecimento. A exposição recebe os espectadores de "Caixa preta" e os incentiva a ler e pensar sobre a morte antes do início do espetáculo.

Lena Giuliano é uma artista que nasceu em Buenos Aires e cresceu em São Paulo. Cursa Artes Cênicas na Universidade de São Paulo e fez pesquisas na área de Dramaturgia com bolsa de pesquisa da Fapesp no Brasil e na Université Sorbonne Nouvelle - Paris III, como pesquisadora visitante. Lá, escreveu a peça "O negócio da fé", apresentada em festivais brasileiros e publicada na revista Buli. Participou da peça "Perros: diálogos caninos" que foi apresentada na MIT 2024. Faz parte do "Ponto de Encontro", projeto de mediação teatral da Secretaria Municipal da Cultura de SP. Escreve críticas sobre festivais e peças de São Paulo em seu site: www.citricacritica.com. Como performer, seu projeto mais recente é o "Escrevendo na cova de alguém". Atualmente é bolsista do Theatro São Pedro no Atelier de Composição Lírica, projeto para escrever um libreto de ópera que estreará em novembro de 2025.

Exposição Escrevi na cova de alguém

13 de novembro até 21 de dezembro

Sábado, domingo e segunda | 18h30 - 01h30

Domingo | 16h30 - 23h30

CONVERSAS TRANSVERSAIS

21.11, sábado | Após espetáculo

Mini palestras seguidas de bate-papo com o público

com Daniel Lima

12.12, sábado | Após espetáculo

Mini palestras seguidas de bate-papo com o público

com Janaína Wagner

RODA DE GAMES

28/11, sábado | 15h - 17h30

RODA DE GAMES

com Laís Machado jogando The Sims
LinksJam jogando Zelda: Ocarina of Time
Thais Della Costa jogando Tibia

SESSÕES COM ACESSIBILIDADE

Sábados | 20h

14.11 - Audiodescrição
21.11 - Libras
28.11 - Legenda