BadeRna
Um sobrevoo
com NÚCLEO BARTOLOMEU DE DEPOIMENTOS
Partindo da figura de Marietta Baderna, a cena investiga o gesto de “badernar” como prática de ruptura. Ao articular dança, música e palavra, tensiona o encontro entre balé e lundu e suas heranças históricas. Retomada após 12 anos, a obra ressurge atravessada por novas camadas, afirmando a desordem como potência criativa e política.
Instituto capobianco apresentam

Concepção Geral
LUAA GABANINI
Direção
ROBERTA ESTRELA D’ALVA
Atriz-dançarina
LUAA GABANINI
Poemas de Ação Dramática
CLAUDIA SCHAPIRA e LUAA GABANINI
Direção Musica
lEUGÊNIO LIMA
Percussão
VICTÓRIA DOS SANTOS e DESSA FERREIRA
Desenho de Luz
CAROL AUTRAN
Figurino
CLAUDIA SCHAPIRA
Costureira
CLEUZA AMARO DA SILVA BARBOSA
Operação de som
RAFA PENTEADO
Operação de Luz
CAROL AUTRAN e ANDRESSA PACHECO
Maquiagem
MARIA FERNANDA TORREZANI
Consultoria de Voz
ANDREA DRIGO
Consultoria de Ballet Clássico
LUIZ ARRIETA
Consultoria de Dança de Rua
FLIP COUTO
Consultoria de Danças Populares
CRISTIANO MEIRELLES
Consultoria de Sonorização
JOÃO DE SOUZA NETO
Produção Administrativa
CORPO RASTREADO
Produção Executiva
THAIS CRIS
Coordenação das Redes Sociais
JORGE FERREIRA
Fotos de Divulgação
SÉRGIO SILVA
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MEMÓRIA
EM FLUXO
Criado há 12 anos, em meio ao despejo da sede do grupo, o trabalho retorna agora em nova versão, atravessado pelo tempo e por outras urgências. A cena parte da figura de Marietta Baderna como disparador: uma artista que, ao cruzar o balé clássico com o lundu, dança de matriz africana, tensionou padrões e deslocou o que era entendido como ordem.
Perseguida e retirada de cena, seu nome passou a ser gritado por admiradores, eco que, ao longo do tempo, deu origem ao termo “baderna”, hoje associado à ideia de desordem. É desse deslocamento de sentido que a obra também se alimenta.
Sem buscar uma reconstrução biográfica, a criação ativa esse gesto no presente. Entre dança, música e palavra, a cena se organiza como experiência em fluxo, onde o corpo articula memória, conflito e transformação.
Ao longo dos anos, a obra se transforma junto com o corpo que a realiza. Nesta nova versão, a atriz revisita a criação a partir de outras vivências, limites e possibilidades, fazendo da própria presença em cena um campo de deslocamento e reinvenção.
Ao colocar em fricção diferentes matrizes estéticas e históricas, o trabalho evidencia disputas inscritas no corpo e na linguagem, trazendo à tona camadas de apagamento e resistência. Aquilo que foi nomeado como desordem reaparece como força criativa.
A obra não se fixa: se refaz a cada encontro. O que permanece é o gesto em movimento, que insiste em confrontar, deslocar e reinventar.







