Instituto capobianco apresentam
HIP HOP BLUES
ESPÓLIO DAS ÁGUAS
com NÚCLEO BARTOLOMEU DE DEPOIMENTOS
O espetáculo do Núcleo Bartolomeu de Depoimentos, cruza teatro, rap e poesia urbana para narrar afetos, conflitos e urgências da periferia, criando uma cena pulsante onde palavra, corpo e ritmo constroem identidade e resistência.

direção
CLAUDIA SCHAPIRA
dramaturgia
CLAUDIA SCHAPIRA E ELENCO
atores/atrizes-MC’s
DANDÁ COSTA
DANI NEGA
EUGÊNIO LIMA
LUAA GABANINI
ROBERTA ESTRELA D’ALVA
direção musical
DANI NEGA
EUGÊNIO LIMA
ROBERTA ESTRELA D’ALVA
direção de movimento
LUAA GABANINI
músico
DANIEL OLIVA (guitarra)
assistência de direção
RAFA PENTEADO
cenografia
MARISA BENTIVEGNA
desenho de luz
MATHEUS BRANT
operação de luz
FILIPE BATISTA
criação de vídeo
VIC VON POSER
operação de vídeo
VIC VON POSER
ANA LOPES
técnico de som
JOÃO DE SOUZA NETO
CLEVINHO SOUZA
cenotécnico e assistente de palco
WANDERLEY WAGNER DA SILVA
figurinos
CLAUDIA SCHAPIRA
produção administrativa
CORPO RASTREADO
produção executiva
THAIS CRIS
coordenação das redes sociais
JORGE FERREIRA
fotos de divulgação
SÉRGIO SILVA
CRISTINA MARANHÃO
MATHEUS JOSÉ MARIA
agradecimentos
CRISTIANO MEIRELLES
NILCÉIA VICENTE
RENATO BANTI

ÁGUAS
EM TRAVESSIA
HIP-HOP BLUES - ESPÓLIO DAS ÁGUAS abre a residência do Núcleo Bartolomeu de Depoimentos no Instituto Capobianco em 2026. Criado a partir de um processo pós-pandêmico em diálogo com a pesquisa continuada do coletivo, o espetáculo parte do texto “Os Sete Pecados Capitais dos Pequenos Burgueses”, de Bertolt Brecht, como um de seus disparadores, afunilando a cena no exercício do depoimento. A obra se constrói no cruzamento entre teatro, música e vivência pessoal, convocando memórias para compor uma dramaturgia fragmentada. Em imagens recorrentes de chuva, rios e transbordamentos, a água surge como presença simbólica que insiste em revelar histórias e experiências contidas. Entre depoimento e ficção, o espetáculo organiza um espaço de criação em que artistas refletem, ensaiam e expõem os impasses do presente, tensionando estruturas como o racismo, a lgbtqia+fobia, a intolerância religiosa e a supremacia branca e patriarcal, ampliando vozes e perspectivas sobre o tempo em que vivemos.
No palco, não há personagens fixos: o material cênico é composto por depoimentos reais construídos a partir da memória dos intérpretes. Cada depoimento funciona como um espólio: aquilo que restou e pode ser partilhado. A dramaturgia se organiza como uma estrutura aberta, em que música e palavra se alternam na condução da cena. O blues aparece como metáfora estruturante, não apenas como gênero musical, operando como modo de atravessar a experiência e sustentar o relato diante das águas e do tempo. A chuva e os rios ativam lembranças e organizam a narrativa, enquanto a fabulação crítica borra as fronteiras entre documento e invenção, afirmando o procedimento característico do Núcleo Bartolomeu de Depoimentos.



















