TECTÔNICA
a plataforma de dança e movimento do Instituto Capobianco
com Beatriz Sano & Parcerias
Cristian Duarte /em companhia
Instituto capobianco apresentam

TECTÔNICA
Dança em estado de encontro
Existem forças que transformam o mundo sem que possamos vê-las diretamente. Movimentos lentos, contínuos, quase imperceptíveis, que atuam nas profundezas e que, ao longo do tempo, deslocam territórios inteiros, fazem emergir montanhas, provocam abalos e alteram paisagens. A tectônica é o estudo dessas forças invisíveis. É também uma metáfora possível para pensar o corpo, a criação artística e as formas de convivência que desejamos construir.
É desse entendimento que nasce a TECTÔNICA, plataforma de dança e movimento do Instituto Capobianco.
Instalado em um casarão de 1928, no centro histórico de São Paulo, o Instituto Capobianco vem construindo sua atuação a partir do acompanhamento de processos criativos, oferecendo condições para que artistas e grupos desenvolvam pesquisas, experimentem procedimentos e façam amadurecer obras ao longo do tempo.
De fevereiro à junho recebemos a residência do Núcleo Bartolomeu de Depoimentos e a partir de setembro será a vez do Núcleo do Olho, coordenado por Janaina Leite, integrando o Programa de Residências em Teatro do Instituto Capobianco.
Com o intuito de ampliar nossa programação, incorporamos a dança e a música às atividades. TECTÔNICA inaugura essa nova etapa. Mais do que uma programação dedicada à dança contemporânea, a plataforma nasce da convicção de que o corpo em movimento constitui um território fértil para pensar o nosso tempo. Em um momento marcado pela aceleração constante e pela lógica do imediato, TECTÔNICA afirma outra temporalidade: a do processo, da escuta, da repetição e da persistência.
A Residência Artística torna-se, assim, um gesto de existência. Sustentar uma investigação no tempo significa afirmar que nem tudo precisa acontecer imediatamente e que certas transformações só revelam sua potência quando acompanhadas de perto, em duração.
A primeira edição reúne Cristian Duarte e Beatriz Sano, artistas que entendem a dança como pesquisa permanente e prática de construção compartilhada. Ao lado de seus colaboradores e companhias, formam uma comunidade temporária dedicada à experimentação e à invenção de novos modos de estar juntos.
Não por acaso, o pensamento da TECTÔNICA encontra ressonância no próprio território em que o Instituto se inscreve. Situado sobre o antigo leito do Rio Anhangabaú, curso d’água soterrado que continua correndo sob a cidade, o casarão é atravessado por camadas históricas, fluxos invisíveis e potências de fertilidade.
A dança não elimina as fissuras do presente, mas nos ensina a habitálas. TECTÔNICA nasce desse entendimento: como um compromisso com a duração dos processos, a inteligência dos corpos e a potência dos encontros para imaginar outras formas de existência.
PROGRAMAÇÃO


IINGRESSOS PELO SYMPLA
ABERTURAS
DE PROCESSO
IMAGINE AQUI
Beatriz Sano, Isabel Ramos Monteiro
e Júlia Rocha
A primeira etapa do processo foi desenvolvida durante a residência artística KIAC em Kinosaki/ Japão, na qual a pesquisa surgiu a partir da experiência direta de habitar temporariamente a cidade. Na TECTÔNICA, o processo dá continuidade à relação entre voz, gesto e movimento, trazendo as memórias da experiência anterior, atualizando-as para o momento de hoje, na cidade de São Paulo. Como construir novos imaginários capazes de ultrapassar a superfície inicial da peça?
17 - 19.07
sexta, sábado e domingo

Duração: 35 minitos
Classificação indicativa: Livre
FICHA TÉCNICA:
Pesquisa coreográfica Beatriz Sano, Júlia Rocha e Isabel Ramos Monteiro Assistência de direção e Dramaturgia Eduardo Fukushima Audiovisual Paula Ramos Espaço cênico e luz Hideki Matsuka Composição de som Juliana R. Técnico de som Chico Leibholz Operadora de luz Patrícia Savoy Preparadora vocal Inês Terra
QUEIMA
Cristian Duarte /em companhia
A Residência no Instituto Capobianco integra a pesquisa Queima, desenvolvida por Cristian Duarte e Aline Bonamin a partir da transmissão do solo The Hot One Hundred Choreographers (2011), obra mais apresentada da trajetória de Cristian. Ao atravessar outro corpo, a dança abre um campo de investigação sobre memória, transformação e transmissão. Sem previsão de estreia, a pesquisa segue até 2027, tendo as residências como espaços de aprofundamento e compartilhamento do processo.
23.07
quinta

Duração: 30 minutos
Classificação indicativa: 12 anos
FICHA TÉCNICA
Coreografia/Direção Cristian Duarte Criação/Dança Aline Bonamin Dramaturgista Júlia Rocha Assistente de Coreografia Rodrigo Andreolli Assistente de Direção Vicente Antunes Ramos Música Tom Monteiro Iluminação André Boll Fotografia Mayra Azzi Design/Audiovisual Iago Mati Apoio Publica, Casa do Povo, Dance Reflections by Van Cleef & Arpels e Casa do Povo Produção Executiva Bonobos Produções artísticas e Cristian Duarte /em companhia
PEÇAS
UM EXTRAORDINÁRIO CANTO EXPERIMENTAL
Beatriz Sano
Com um pedestal e um microfone, Beatriz Sano relaciona duas partituras simultaneamente: uma vocal, e a outra de gestos dos balanços dos braços e das mãos. Em constante repetição, a pulsação simples e quase banal faz dos pequenos gestos seu potencial extraordinário e experimental. ]Partindo da premissa de que voz é corpo e corpo é voz, a performance faz do som matéria física maleável assim como o movimento.
Partindo da premissa de que voz é corpo e corpo é voz, a performance faz do som matéria física maleável assim como o movimento.
03 - 05.07 / 10 - 12.07
sexta, sábado e domingo

Duração: 17min
Classificação indicativa: Livre
FICHA TÉCNICA
Criação e Performance Beatriz Sano Colaboração Artística Eduardo Fukushima e Júlia Rocha Colaboração Vocal Juliana R. Espaço e colaboração geral Hideki Matsuka Operação de luz Patrícia Savoy Operação de som Chico Leibholz e Juliana R. Foto Dany Satiko e Mayra Azzi Agradecimentos Inês Terra e Caetano Biasi
CAIR
Eduardo Fukushima
O conceito dessa performance gira em torno de antes da queda e da iminência do primeiro passo. Ao longo de sua duração o performer permanece no desequilíbrio de inúmeras quedas do corpo, percorrendo os vetores da queda, de cima para baixo.
O que pode uma dança antes do abismo?
03 - 05.07 / 10 - 12.07
sexta, sábado e domingo

Duração: 17min
Classificação indicativa: Livre
FICHA TÉCNICA
Criação e Perfomance Eduardo Fukushima Colaboração Artística Ana Teixeira, Beatriz Sano, Elisabete Finger, Júlia Rocha e Sérgio Silva Colaboração de som Juliana R. Mixagem de som Chico Leibholz Desenho de luz Hideki Matsuka, Igor Sane e Beatriz Sano Desenho de som Eduardo Fukushima a partir de músicas de Rodolphe Alexis e captação de som de Chico Leibholz e Eduardo Magliano Música de entrada Cai Capital de Flavia Goa, Pitter Rocha e Veridiana Zurita Operação de luz Patricia Savoy Operação de som Chico Leibholz e Juliana R. Figurino Irrita Fotografias Lucas Saccon, Dany Satiko e Mayra Azzi Agradecimentos Isabel Ramos Monteiro, Rita Comparato, Instituto Goethe, Rolex Mentor & Protégé e festival Contém Dança de Curitiba.
PRESENTES
Cristian Duarte /em companhia
A obra propõe um deslocamento dos modos habituais de dançar a partir da insistência em mover-se continuamente enquanto se fala. Palavra, movimento e imaginação se entrelaçam na construção de uma performance que transforma hipóteses em matéria coreográfica.
Entre realidade e ficção, a repetição da expressão “e se” abre caminhos para a invenção de outros cenários possíveis. A obra afirma a experimentação como prática crítica e faz da dança um exercício coletivo de imaginação e presença.
03 - 05.07
sexta, sábado e domingo

Duração: 60min
Classificação indicativa: 10 anos
FICHA TÉCNICA
Coreografia e Direção Cristian Duarte Criação e Dança Aline Bonamin, Allyson Amaral, Andrea Rosa Sá, Felipe Stocco, Gabriel Fernandez Tolgyesi, Júlia Rocha, Leandro Berton, Maurício Alves, Paulo Carpino e Tenca Silva. Acompanhamento Dramatúrgico Júlia Rocha e Vicente Antunes Ramos Assistência de Direção Rodrigo Andreolli e/ou Vicente Antunes Ramos Figurinos /em companhia Criado com o apoio Casa do Povo e 36º Edital do Programa de Fomento à Dança para a cidade de São Paulo - Secretaria Municipal de Cultura.
MORDE
COMO
UM CÃO
Cristian Duarte /em companhia
Em um espaço descontínuo, atravessado por sinapses frenéticas. Salivam com graça e mordem com força, oscilando entre o desejo de permanecer juntos e a iminência do desmoronamento. Dessa instabilidade emerge uma dança vigorosa, em que impulso, tensão e cumplicidade se alternam continuamente, sustentando um estado permanente de alerta.
10 e 11.07
sexta e sábado
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Duração: 22min
Classificação indicativa: Livre
FICHA TÉCNICA
Coreografia e Direção Cristian Duarte Criação e Dança Aline Bonamin e Paulo Carpino Acompanhamento Dramatúrgico Júlia Rocha Assistência de Direção Rodrigo Andreolli/Vicente Antunes Ramos Figurinos /em companhia Música Tom Monteiro Iluminação André Boll Fotografia Mayra Azzi Criado com o apoio Casa do Povo e 36º Edital do Programa de Fomento à Dança para a cidade de São Paulo - Secretaria Municipal de Cultura.
TUDO
VIRA
Cristian Duarte /em companhia
A partir da repetição, este trio cria incessantemente, no tempo e no espaço, geometrias capazes de emocionar nossa percepção. Estar sempre junto e nunca igual exige persistência, curiosidade e uma escuta capaz de perceber o que está fora de si, ao mesmo tempo em que se regula, com delicada atenção, tudo o que se revira por dentro. Como na passagem do filme Ensaio de Orquestra (Federico Fellini, 1978), sobre o instrumento tuba: “Há quem desmaie de ternura. Mas há também quem se irrite. O mundo é belo porque é variado.”
12 e 17.07
domingo e sexta
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Duração: 25min
Classificação indicativa: Livre
FICHA TÉCNICA
Coreografia e Direção Cristian Duarte Criação e Dança Allyson Amaral, Andrea Rosa Sá e Felipe Stocco Acompanhamento Dramatúrgico Júlia Rocha Assistência de Direção Rodrigo Andreolli/Vicente Antunes Ramos Figurinos /em companhia Músicas Archetypes: I. The Rebel — Clarice Assad, Sérgio Assad e Third Coast Percussion; Ecco / Corri / Sempre — Alessandro Cortini Iluminação André Boll Fotografia Mayra Azzi Criado com o apoio Casa do Povo e 36º Edital do Programa de Fomento à Dança para a cidade de São Paulo - Secretaria Municipal de Cultura.
ME ENVENENA, VEM CÁ
Cristian Duarte /em companhia
Como as redes sociais e a internet ecoam em você? E nos seus gestos? Neste dueto os artistas investigam modos de estabelecer conexões entre si, com a plateia e com o mundo. Entre palavras, movimentos e fluxos de pensamento, os intérpretes reverberam corpo-verborragicamente aquilo que atravessa seus feeds, de memes a notícias trágicas, compondo uma dança contaminada pelos ritmos e excessos da comunicação contemporânea.
18 e 19.07
sábado e domingo
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Duração: Aprox 37min
Classificação indicativa: 14 anos
FICHA TÉCNICA
Coreografia e Direção Cristian Duarte Criação e Dança Gabriel Tolgyesi e Maurício Alves Acompanhamento Dramatúrgico Júlia Rocha Assistência de Direção Rodrigo Andreolli/Vicente Antunes Ramos Figurinos /em companhia Trilha sonora para pedal composta ao vivo pelo elenco Música introdução de Guitarra Baiana de Moraes Moreira editada por Carla Boregas Iluminação André Boll Fotografia Mayra Azzi Criado com o apoio Casa do Povo e 36º Edital do Programa de Fomento à Dança para a cidade de São Paulo - Secretaria Municipal de Cultura
IINGRESSOS PELO SYMPLA
WORKSHOPS
PRÁTICAS DE RESPIRAÇÃO E MOVIMENTO
com Beatriz Sano
O workshop pretende compartilhar práticas de respiração de exercícios chineses e japoneses como seitaiho, chi kung e tai chi como forma de alargar a percepção do corpo. A combinação dessas práticas será associada com exercícios de voz, toque, vibração e improvisação em dança possibilitando a criação de um campo comum de experimentação.
Dias: 7, 14 e 21 de julho (terças)
Horário: 15h às 17h
Capacidade: 15 participantes por aula
Perfil: artistas, estudantes de arte e pessoas interessadas em se movimentarInscrições pelo site do Instituto.

SEMPRE
JUNTO
E NUNCA
IGUAL
com Cristian Duarte
Dançar em conjunto apostando na continuidade e na repetição como condição para coexistir sem perder o corpo das diferenças — estar sempre junto e nunca igual exige persistência, curiosidade e uma escuta capaz de perceber o que está fora de si, ao mesmo tempo em que se regula, com delicada atenção, tudo o que se revira por dentro.
Nos encontros, experimentaremos, a partir da repetição de uma pequena frase de movimento, suas possíveis modulações no tempo e no espaço, enquanto buscamos criar geometrias capazes de emocionar nossas percepções
Dias: 08, 15 e 22 (quarta-feiras)
Horário: 10h às 12h
Capacidade: 30 participantes
Perfil: Estudantes e Profissionais das Artes CênicasInscrições pelo site do Instituto
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MOSTRA
CINESTESIA
Uma mostra de filmes que
movimentam os trabalhos
de Cristian Duarte /em companhia
e Beatriz Sano & Parcerias.
A MOSTRA CINESTESIA propõe um diálogo entre dança e audiovisual, no qual os filmes selecionados funcionam como extensão e reverberação das matérias sensíveis que atravessam os trabalhos das duas companhias.
Serão exibidos 3 filmes na teatro do Instituto Capobianco e as exibições serão precedidas ou sucedidas por ações que promovem o encontro direto entre os trabalhos das duas companhias, a participação ativa do público e a possível extensão para intervenção na Rua Álvaro de Carvalho.
Nos encontros, experimentaremos, a partir da repetição de uma pequena frase de movimento, suas possíveis modulações no tempo e no espaço, enquanto buscamos criar geometrias capazes de emocionar nossas percepções
ENTRADA FRANCA
Retirada de ingressos 1 hora antes de cada ativação.
Sujeito à lotação
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EM SILÊNCIO com DOLLS
Exibição do filme “Dolls”
Direção Takeshi Kitano (Beat Takeshi
País: Japão
Ano: 2002
Duração: 114 minutos
Estar em silêncio
Inédito • proposição de Beatriz Sano & Parcerias
Dança, Interatividade
Uma ativação sensorial que antecede a exibição de DOLLS, de Takeshi Kitano. Ali mesmo no teatro, o público é convidado a fazer uma pequena prática meditativa, fechar os olhos e se concentrar na respiração. A proposta busca instaurar um estado de presença que reverbera na experiência do filme, criando uma continuidade entre o espaço real e o universo imagético e contemplativo da obra.
Duração: 20 minutos
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JAMZZ com DZI
Exibição do documentário Dzi Croquettes
Direção Tatiana Issa e Raphael Alvarez
País: Brasil
Ano: 2009
Duração: 110 minutos
JAMZZ
Direção Cristian Duarte
Dança, Interatividade
Inspirada na estética do jazz dance e na lógica das jams musicais, JAMZZ é uma performance interativa de Cristian Duarte /em companhia. Com DJ ao vivo, improvisação e participação do público, a ação transforma o espaço em uma pista de dança dedicada ao encontro, à celebração e à experiência coletiva. Para esta edição no Instituto Capobianco, a trilha sonora percorre diferentes momentos da música brasileira e dialoga, entre outras referências, com o universo do documentário Dzi Croquettes. Dança: Aline Bonamin, Allyson Amaral, Andrea Rosa Sá, Cristian Duarte, Felipe Stocco, Gabriel Fernandez Tolgyesi, Yi Gonçalves, Leandro Berton, Maurício Alves, Marcela Costa e Paulo Carpino
Dj: Bruno Levorin
Duração: 60 minutos
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O BAILE com UM BAILE
Exibição do filme O Baile
Direção Ettore Scola
País: Argélia/Itália
Ano: 1983
Duração: 112 minutos
Um Baile
Inédito • proposta conjunta de Beatriz Sano & Cristian Duarte
Experimento, Dança, Interatividade
Após a exibição de O Baile, de Ettore Scola, o público é convidado a ocupar, junto aos artistas, o subsolo do Instituto Capobianco para um baile. Transformado em uma pista compartilhada, o espaço torna-se um ambiente de encontro, convivência e participação coletiva. Inspirada na ideia do salão como lugar onde histórias se cruzam, a proposta busca criar condições para que a dança aconteça como prática de presença, troca e imaginação, fazendo reverberar as possibilidades dos encontros e dos modos de estar juntos na atualidade.
Duração: 120 minutos
